
Durante anos, uma das principais perguntas do marketing digital foi: “Minha empresa aparece no Google?”
Depois, veio outra: “Minha marca está bem posicionada nas redes sociais?”
Agora, o avanço da inteligência artificial generativa começa a acrescentar uma terceira questão: quando um consumidor pergunta a uma IA sobre determinado produto, profissional, serviço ou segmento, quais marcas aparecem na resposta?
Ferramentas como ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e Google AI Mode começam a participar da jornada de descoberta de produtos, empresas e informações. Para o mercado de comunicação, isso significa que a disputa por visibilidade digital passa a ocupar também ambientes em que a resposta não é apresentada apenas como uma lista tradicional de links.
O movimento já está gerando um novo mercado de ferramentas voltadas especificamente ao acompanhamento dessa presença.
Neste mês, o Terra & Vivo Ads lançou o Terra Brand Score, solução desenvolvida para monitorar e medir a presença e a reputação de marcas em ambientes de inteligência artificial generativa.
A plataforma acompanha referências em ChatGPT, Gemini, Perplexity, Claude e Google AI Mode, monitora milhares de prompts relacionados às empresas analisadas e oferece métricas e recomendações para ampliar sua presença nesses ambientes.
O lançamento é significativo porque demonstra que aparecer nas respostas de uma IA começa a ser tratado pelo mercado como algo mensurável e estrategicamente relevante.
Nesse novo ambiente, a lógica não é idêntica ao SEO tradicional.
As respostas produzidas por sistemas generativos podem ser influenciadas por um ecossistema amplo de informações disponíveis sobre determinada organização, produto ou pessoa. Isso aumenta a importância de construir uma presença digital coerente, reconhecível e sustentada por fontes confiáveis.
Para empresas e profissionais, portanto, site institucional bem estruturado, informações consistentes, presença editorial, cobertura jornalística legítima e construção contínua de autoridade ganham uma nova dimensão.
Não se trata simplesmente de produzir textos pensando em “enganar” ou manipular uma inteligência artificial. A tendência aponta justamente para o contrário: quanto mais consolidada e verificável for a presença digital de uma marca, melhores serão as condições para que diferentes sistemas compreendam quem ela é e o que faz.
O movimento acontece enquanto as próprias plataformas de IA avançam para etapas mais profundas da jornada de consumo. No Brasil, por exemplo, a publicidade dentro do ChatGPT já começou a ser utilizada, abrindo outro ambiente para anunciantes e agências:
Isso significa que o marketing digital começa a operar simultaneamente em três grandes territórios: buscadores, redes sociais e inteligências artificiais.
Para marcas, empresas, instituições e figuras públicas, surge uma nova dimensão da reputação.
No futuro próximo, acompanhar apenas seguidores, alcance, engajamento e posição no Google poderá não ser suficiente. Também será necessário entender como as inteligências artificiais descrevem uma empresa, quais informações encontram sobre ela e em quais contextos passam a recomendá-la ou mencioná-la.
A pergunta que começa a entrar no planejamento de comunicação, portanto, é simples, mas pode se tornar cada vez mais estratégica: Quando alguém perguntar à inteligência artificial quem é referência no seu segmento, sua marca estará na resposta?
Economia Inflação e emprego entram no radar e podem influenciar próximos passos dos juros no Brasil
Eleições 2026 Lula tem 41% e Flávio Bolsonaro 37%; segundo turno aparece em empate técnico, aponta BTG/Nexus
Eleições 2026 Preço da comida vira campo de batalha entre Lula e Flávio Bolsonaro nas redes sociais
Leis Óculos com inteligência artificial da Meta entram na mira de entidades por riscos à privacidade no Brasil
Economia Varejo brasileiro perde quase 46 mil empregos enquanto mercado de trabalho cria 921 mil vagas
Eleições 2026 Datafolha: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro 43% em eventual segundo turno Mín. 22° Máx. 28°