
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. A decisão, anunciada na quarta-feira (4), interrompe uma sequência de cinco cortes consecutivos iniciada em março.
No comunicado, o colegiado destacou a piora das expectativas de inflação, as incertezas relacionadas à política fiscal e um ambiente internacional mais adverso, marcado por conflitos no Oriente Médio, pressão sobre o preço do petróleo e políticas monetárias restritivas nas economias avançadas. As projeções citadas pelo Copom apontam inflação de 5,2% em 2026 e de 4,8% em 2027.
A Selic é utilizada pelo Banco Central como principal instrumento para controlar a inflação. Quando permanece elevada, tende a encarecer empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e capital de giro, ao mesmo tempo que pode reduzir o consumo e o ritmo dos investimentos.
Para os pequenos negócios, a pausa nos cortes significa a continuidade de condições mais restritivas para obtenção de crédito e expansão das operações. Já para as famílias, o cenário exige cautela na contratação de novas dívidas.
O Copom não antecipou quando poderá retomar as reduções. A próxima decisão dependerá da evolução da inflação, das expectativas do mercado, do câmbio e da condução da política fiscal.
Economia Empresários criticam manutenção da Selic e cobram retomada dos cortes de juros
Segurança PEC da Segurança amplia poder do Congresso sobre normas do CNJ e do CNMP
PEC Senado aprova PEC da Segurança por unanimidade e deixa maioridade penal fora do texto
Negocios Da Paraíba para o G4 Valley: Felipe Oscar e Henrique Holanda de Sá ampliam conexões no universo empresarial em São Paulo
Saúde Frei Martinho encerra Outubro Rosa com mobilização pela saúde da mulher
Regularização Câmara prepara proposta para regulamentar propaganda eleitoral nas redes sociais Mín. 25° Máx. 32°