
A Prefeitura de Mãe d’Água adotou medidas emergenciais após o reconhecimento da Situação de Emergência pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, conforme processo nº 59051.046269/2026-27, publicado no Diário Oficial da União. Diante do cenário, o prefeito Jucélio Pereira Moura determinou a centralização das ações no atendimento direto à população, com prioridade absoluta para a questão hídrica.
Entre as primeiras medidas, a gestão intensificou o preparo de reservatórios para o armazenamento das chuvas, com o desassoreamento de açudes e barreiros nas comunidades rurais de Três Serrotes, Serra Velha, Escondido e Saquinho. Paralelamente, o município ampliou a distribuição de água por meio de carros-pipa, a perfuração de cacimbas e a limpeza e abertura de poços.
Ao mesmo tempo, a Prefeitura mantém tratativas com o Governo do Estado da Paraíba e com a CAGEPA para viabilizar a implantação do sistema de abastecimento de água no município. Segundo a gestão, Mãe d’Água e Zabelê são os únicos municípios da Paraíba que ainda não contam com esse serviço, o que sobrecarrega as atribuições municipais.
Como parte do plano de contenção de despesas, o prefeito determinou o cancelamento do FANTUR, evento previsto para fevereiro, que só deverá ocorrer após a normalização da situação, além de orientar todas as secretarias a realizarem cortes e ajustes necessários. Na área da agricultura, a Prefeitura segue acompanhando as previsões climáticas e apoiando os criadores com o transporte do farelo de soja subsidiado pela EMPAER, garantindo a manutenção dos rebanhos. Também foram encaminhadas as adesões ao Garantia-Safra e realizada, em parceria com o Governo da Paraíba, a distribuição de sementes selecionadas de milho, feijão e sorgo.
A gestão ainda avançou na recuperação das estradas vicinais, melhorando o acesso entre as zonas rural e urbana. Sobre a previsão de chuvas, a Secretaria de Comunicação recebeu, em 24 de janeiro de 2026, informações do meteorologista Mário Miranda Leitão, que indicou expectativa de boas precipitações no fim de janeiro e início de fevereiro. Os dados históricos, levantados pela SUDENE e pela AESA, apontam média anual de 671,8 mm para o município.
Em resumo: corte de gastos, foco no essencial e ação no território. A gestão de Mãe d’Água aposta em responsabilidade e planejamento para atravessar o período crítico protegendo quem mais precisa.



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