
O Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome da ONU — e com dois anos de antecedência em relação à meta do governo Lula. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28) pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares, realizada em Adis Abeba, Etiópia.
De acordo com o relatório "O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025" (SOFI 2025), a taxa de subnutrição no país caiu para menos de 2,5% da população, tirando oficialmente o Brasil do Mapa da Fome, onde havia retornado entre 2018 e 2020 após o desmonte de diversas políticas sociais.
O feito foi celebrado pelo ministro Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social), que relembrou o compromisso firmado por Lula no início de seu mandato. “Sair do Mapa da Fome era a principal meta do presidente Lula até 2026. Alcançamos em dois anos. Isso é resultado de políticas públicas robustas, trabalho duro e compromisso com a justiça alimentar”, afirmou.
Dados do IBGE e do Ministério do Desenvolvimento Social mostram que, entre 2022 e 2024, cerca de 24 milhões de brasileiros saíram da insegurança alimentar grave. A pobreza extrema também teve queda significativa, atingindo 4,4% da população em 2023 — o menor índice da série histórica — com quase 10 milhões de pessoas deixando essa condição desde 2021.
O desempenho da economia colaborou fortemente para esses resultados. Em 2024, o país registrou a menor taxa de desemprego desde 2012 (6,6%), além de recorde de renda domiciliar per capita, que alcançou R$ 2.020. A desigualdade também caiu: o índice de Gini chegou a 0,506, puxado pelo crescimento de 10,7% na renda dos 10% mais pobres, ritmo superior ao registrado pelos mais ricos.
Boa parte da transformação é atribuída ao fortalecimento dos programas sociais. Segundo o Caged, 98,8% das 1,7 milhão de vagas formais criadas em 2024 foram preenchidas por pessoas do Cadastro Único, sendo 1,27 milhão de beneficiários do Bolsa Família. Com o aumento da renda, cerca de 1 milhão de famílias deixaram de receber o benefício em julho de 2025.
Wellington Dias destacou que o sucesso não veio de uma ação isolada, mas de um conjunto articulado de políticas públicas:
· Plano Brasil Sem Fome
· Bolsa Família ampliado
· Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)
· Cozinhas Solidárias
· Valorização do salário mínimo
· Crédito para agricultura familiar
· Apoio ao emprego, qualificação e empreendedorismo
· Reforço na alimentação escolar
A conquista marca a segunda vez que o Brasil sai do Mapa da Fome sob liderança de Lula — a primeira foi em 2014. Durante a presidência do G20 em 2024, o país propôs a criação da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, que já reúne mais de 100 países e instituições internacionais. A meta da aliança é acelerar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU até 2030.
“O exemplo brasileiro é viável e replicável em várias partes do mundo. Para o Brasil, sair do Mapa da Fome é só o começo. Agora é hora de garantir justiça alimentar, soberania e dignidade para todos”, concluiu Wellington Dias.
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