
Diante da alta global no preço das passagens aéreas, o governo federal estuda alternativas para amenizar o impacto no setor. Entre as medidas em análise estão a redução do IOF e ajustes no Imposto de Renda, com foco em aliviar os custos das companhias aéreas e evitar repasses ao consumidor.
O aumento nas tarifas está diretamente ligado à valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio. No Brasil, o preço das passagens já registra, em média, alta de 15%, refletindo o encarecimento do combustível de aviação, um dos principais custos das empresas do setor.
Para enfrentar esse cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou ao Ministério da Fazenda um conjunto de propostas elaborado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil. Entre as sugestões estão a redução temporária de tributos sobre o querosene de aviação (QAv), além da diminuição do IOF em operações financeiras e do Imposto de Renda sobre o leasing de aeronaves.
A intenção, segundo o governo, é manter a competitividade das companhias, evitar aumentos excessivos nas tarifas e garantir a continuidade da malha aérea no país.
O cenário internacional tem pesado diretamente no bolso do consumidor. A valorização do barril de petróleo, que saiu de cerca de US$ 72 para mais de US$ 100 em poucas semanas, tem como principal causa a instabilidade em uma das rotas mais estratégicas do mundo, responsável por escoar grande parte do petróleo global.
Com o combustível mais caro, as companhias aéreas enfrentam aumento expressivo nos custos operacionais, o que impacta diretamente no valor das passagens. Esse movimento não é exclusivo do Brasil e já vem sendo observado em diversos países.
Além das ações voltadas à aviação, o governo também adotou medidas para reduzir o preço do diesel. Foram zeradas as alíquotas de PIS e Cofins sobre o combustível, além da criação de um subsídio para produtores e importadores.
A expectativa é que essas iniciativas reduzam o preço do diesel em até R$ 0,64 por litro, contribuindo para aliviar a pressão inflacionária e os custos logísticos.
Enquanto o cenário internacional segue instável, o governo tenta agir rápido para segurar os impactos na economia e evitar que o aumento dos combustíveis continue pesando no bolso da população.
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