
Com um atraso de três meses, o Congresso Nacional aprovou, nesta quinta-feira (20), o Orçamento de 2025. A proposta final traz um corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família, mas projeta um superávit de R$ 15 bilhões nas contas públicas. O texto agora aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Apesar da redução no Bolsa Família, o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida receberá um aporte de R$ 18 bilhões para expandir o financiamento da Faixa 3, voltada para famílias com renda entre R$ 4.700,01 e R$ 8.000. Outros programas também foram contemplados: o Vale Gás terá R$ 3,6 bilhões, enquanto o Farmácia Popular contará com R$ 4,2 bilhões. No total, os gastos previstos alcançam R$ 2,2 trilhões, incluindo R$ 27,9 bilhões para reajuste salarial de servidores federais.
Críticas e divergências
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, criticou a destinação de recursos para o Minha Casa, Minha Vida, alegando que a iniciativa está “fora dos parâmetros fiscais”. Segundo ele, os R$ 18 bilhões retirados do fundo social comprometem o equilíbrio financeiro e ampliam o déficit do governo.
Outra polêmica envolve o programa educacional Pé-de-Meia, que tem um orçamento estimado em R$ 12 bilhões, mas apenas R$ 1 bilhão está previsto na lei orçamentária. O restante será enviado ao Congresso posteriormente, via projeto de lei, para complementação.
Para Marinho, o governo subestima o déficit real do Orçamento, que, segundo ele, ultrapassa os R$ 70 bilhões.
Emendas parlamentares e precatórios
O Orçamento aprovado prevê R$ 50,4 bilhões para emendas parlamentares, sendo R$ 11,5 bilhões destinadas a emendas de comissão, das quais metade deve ser aplicada na Saúde. Atendendo a uma demanda do Congresso, ficou definido que o cancelamento de emendas só poderá ocorrer com aval do autor da proposta.
Embora haja previsão de superávit de R$ 15 bilhões, o texto deixa de fora os precatórios, dívidas judiciais do governo, que somam R$ 44,1 bilhões. Esses valores, no entanto, podem ser excluídos da meta de gastos.
Reajuste dos servidores
O relator do Orçamento, senador Angelo Coronel (PSD-BA), destinou R$ 22 bilhões para garantir um reajuste de 9% para servidores do Executivo, incluindo os atrasados desde janeiro, que não foram pagos devido à falta de aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA).
Próximos passos
Com a aprovação no Congresso, o Orçamento de 2025 agora segue para sanção do presidente Lula, que pode vetar ou manter trechos do texto aprovado. A decisão final definirá os rumos dos gastos públicos no próximo ano.
São Jose de Caiana Prefeito de São José de Caiana é recebido com carreata após decisão favorável na Justiça Eleitoral
Politica Janela partidária é aberta e pode redesenhar composição da Assembleia Legislativa da Paraíba
Politica Congresso avança com PEC da Segurança Pública e proposta segue para análise do Senado
Famup FAMUP participa da 192ª Reunião da Comissão Intergestores Bipartite na Paraíba
Politica Disputa por vagas no TCE ganha novos nomes na Assembleia Legislativa da Paraíba
Efraim Filho Efraim participa do Acorda Brasil e defende bandeiras da família, da vida e da liberdade em João Pessoa e Campina
Politica Paraíba articula R$ 80 milhões em investimento e garante novo hotel de alto padrão no Centro Histórico de João Pessoa
Política Alanna Galdino toma posse na diretoria nacional da Atricon
Famup-PB Vice-presidente da Famup participa de agenda institucional com governador em exercício em Campina Grande Mín. 24° Máx. 30°