
A Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, na quarta-feira (11), o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que concede perdão às dívidas dos partidos políticos que não cumpriram as cotas de gênero nas eleições de 2022. Conhecida como PEC da Anistia, a medida pode custar R$ 23 bilhões, considerando apenas as contas pendentes de análise pela Justiça Eleitoral.
Detalhes da Proposta
Além do perdão das dívidas, a PEC estabelece um refinanciamento especial para os partidos endividados com a União. Esse refinanciamento exclui juros e multas acumulados, permitindo o pagamento dos valores originais, corrigidos monetariamente, em até 180 meses. A proposta também autoriza o uso do Fundo Partidário para parcelar multas.
Imunidade Tributária Ampliada
O texto amplia a imunidade tributária dos partidos, que atualmente se aplica apenas ao patrimônio, renda e serviços relacionados às suas finalidades essenciais. Com a PEC, a imunidade passa a abranger todas as sanções de natureza tributária, exceto as previdenciárias. Isso isenta os partidos de devolver ou recolher valores determinados em processos de prestação de contas eleitorais e anuais, além de liberar do pagamento de juros, multas ou condenações aplicadas por órgãos públicos.
Processo de Aprovação
A PEC precisa ser aprovada em dois turnos, com pelo menos 308 votos favoráveis. No primeiro turno, a proposta recebeu o apoio de 244 deputados, contra 89 votos contrários, e houve 4 abstenções. Os destaques ao projeto e o segundo turno ainda serão analisados. Após a aprovação na Câmara, a proposta seguirá para o Senado.
Refinanciamento de Dívidas
O relator do texto, Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP), argumenta que o refinanciamento é crucial para a regularização dos débitos dos partidos, facilitando a continuidade de suas atividades sem comprometer a viabilidade financeira. “Essa medida é essencial para garantir a continuidade das atividades dessas entidades e promover a justiça fiscal sem comprometer a viabilidade financeira dos partidos”, justificou Rodrigues.
Cotas para Mulheres e Negros
O relator também alterou o projeto para aumentar a taxa mínima obrigatória de recursos destinados a candidaturas minoritárias (mulheres e negros) de 20% para 30%. No entanto, mesmo com essa mudança, os partidos poderão distribuir esses recursos de forma não proporcional, o que gerou críticas de parlamentares das bancadas feminina e negra. Desde 2018, os partidos são obrigados a destinar pelo menos 30% dos recursos públicos para campanhas de mulheres, e desde 2020, devem investir igualmente em campanhas de candidatos negros e brancos, conforme resoluções do Tribunal Superior Eleitoral.
São Jose de Caiana Prefeito de São José de Caiana é recebido com carreata após decisão favorável na Justiça Eleitoral
Politica Janela partidária é aberta e pode redesenhar composição da Assembleia Legislativa da Paraíba
Politica Congresso avança com PEC da Segurança Pública e proposta segue para análise do Senado
Famup FAMUP participa da 192ª Reunião da Comissão Intergestores Bipartite na Paraíba
Politica Disputa por vagas no TCE ganha novos nomes na Assembleia Legislativa da Paraíba
Efraim Filho Efraim participa do Acorda Brasil e defende bandeiras da família, da vida e da liberdade em João Pessoa e Campina
Politica Paraíba articula R$ 80 milhões em investimento e garante novo hotel de alto padrão no Centro Histórico de João Pessoa
Política Alanna Galdino toma posse na diretoria nacional da Atricon
Famup-PB Vice-presidente da Famup participa de agenda institucional com governador em exercício em Campina Grande Mín. 24° Máx. 30°