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Organizações cobram transparência da Meta após denúncias de restrições a conteúdos eleitorais

Entidades de defesa dos direitos digitais questionam funcionamento dos algoritmos e pedem maior fiscalização das plataformas durante o segundo turno presidencial

19/10/2026 às 07h39
Por: Políticas & Negócios Fonte: Claudéte Leitão
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Organizações cobram transparência da Meta após denúncias de restrições a conteúdos eleitorais

Organizações da sociedade civil ligadas à defesa dos direitos digitais e da liberdade de expressão anunciaram uma manifestação para esta segunda-feira (19), em frente à sede da Meta, em São Paulo. O protesto tem como objetivo cobrar esclarecimentos sobre denúncias de tratamento desigual de conteúdos eleitorais nas plataformas digitais.

A mobilização ocorre após questionamentos sobre possíveis restrições ao alcance de publicações relacionadas à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

As denúncias envolvem bloqueios de contas, limitações no impulsionamento de anúncios e dificuldades na distribuição de conteúdos políticos.

Entre as organizações envolvidas nas cobranças estão a CTRL+Z, a Artigo 19 e o Sleeping Giants Brasil, que defendem maior transparência sobre os mecanismos de moderação e distribuição de publicações.

Entidades defendem auditoria independente

As organizações cobram explicações sobre o funcionamento dos algoritmos, a possibilidade de auditorias independentes e a criação de mecanismos de contestação de decisões automatizadas.

Uma das preocupações é a influência das plataformas digitais na circulação de informações durante períodos eleitorais, especialmente quando decisões técnicas podem afetar a visibilidade das campanhas.

As entidades também defendem que usuários e candidatos tenham acesso a procedimentos claros para questionar eventuais bloqueios ou limitações de alcance.

Meta nega favorecimento político

A Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, atribuiu os problemas relatados a falhas técnicas e negou qualquer interferência deliberada no processo eleitoral brasileiro.

A empresa afirma que aplica as mesmas regras a candidatos, partidos e diferentes posicionamentos políticos.

O assunto também passou a ser acompanhado pela Justiça Eleitoral, que estabeleceu medidas para assegurar igualdade de tratamento entre as candidaturas.

A discussão reforça o debate nacional sobre transparência, responsabilidade das empresas de tecnologia e proteção da integridade das eleições.

 

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