
Os preços internacionais do petróleo abriram esta segunda-feira em forte queda após os anúncios de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito que vinha provocando tensão no mercado energético global.
O barril do petróleo Brent, referência internacional, registrou desvalorização de 4,18% na abertura do mercado, sendo negociado a US$ 83,61, menor patamar desde o início de março. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), utilizado como referência no mercado norte-americano, caiu 4,52%, passando a ser comercializado a US$ 81 por barril.
A reação do mercado ocorreu após declarações indicando um entendimento entre os governos dos Estados Unidos e do Irã para encerrar as hostilidades que vinham afetando diretamente o comércio internacional de petróleo e gás natural.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que os dois países chegaram a um acordo para pôr fim ao conflito e anunciou que uma cerimônia oficial para assinatura dos termos estaria prevista para a próxima sexta-feira.
Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também confirmou o entendimento por meio de publicação em rede social.
Apesar de os detalhes ainda não terem sido divulgados oficialmente, informações preliminares indicam que o acordo prevê o encerramento das operações militares e a reabertura do Estreito de Hormuz, uma das principais rotas marítimas do planeta para transporte de petróleo e gás natural.
O estreito possui importância estratégica para o mercado internacional, já que cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo passa pela região. O temor de fechamento da rota vinha pressionando os preços da commodity desde o início da guerra.
Além da retomada da navegação no Estreito de Hormuz, o acordo também incluiria medidas relacionadas ao bloqueio de portos iranianos e ampliação do cessar-fogo, abrindo espaço para novas negociações diplomáticas envolvendo o programa nuclear iraniano.
O conflito, iniciado em fevereiro, provocou forte instabilidade nos mercados globais e elevou significativamente os preços do petróleo nos últimos meses. Antes da crise, o barril Brent era negociado próximo de US$ 72, chegando a ultrapassar US$ 118 durante o auge das tensões.
Com a perspectiva de redução dos riscos geopolíticos e normalização do fluxo energético na região, investidores passaram a apostar em menor risco de desabastecimento global, provocando a queda imediata das cotações.
Especialistas avaliam que o comportamento do mercado nas próximas semanas dependerá da confirmação oficial do acordo e do avanço das negociações diplomáticas entre os países envolvidos.
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