
De janeiro a julho de 2025, nasceram 31.076 crianças na Paraíba. Destas, 1.118 foram registradas sem o nome do pai, o que representa 3,60% do total, segundo dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). Apesar de ser o menor percentual dos últimos cinco anos, o número ainda preocupa a Defensoria Pública da Paraíba (DPE-PB), que reforça a importância do reconhecimento paterno como garantia de direitos e vínculos afetivos.
“O registro do nome do pai na certidão de nascimento não é apenas uma formalidade. Ele assegura direitos fundamentais da criança, como sustento, direitos sucessórios, benefícios previdenciários, afeto e convivência familiar”, afirma Rodrigues Júnior, coordenador do Núcleo Especial de Proteção à Infância e da Juventude (Nepij) da DPE-PB.
Para enfrentar o problema, a DPE-PB realizará no próximo sábado, 16 de agosto, o mutirão “Meu Pai Tem Nome”, voltado à investigação e reconhecimento de paternidade. A ação acontecerá simultaneamente em Campina Grande, Cabedelo, Guarabira e Patos (em João Pessoa as vagas já foram preenchidas), das 8h às 12h.
Podem participar:
· Mães que desejam o reconhecimento de seus filhos;
· Pais que queiram reconhecer voluntariamente a paternidade;
· Filhos maiores de 18 anos que busquem reconhecimento paterno.
Documentos necessários: RG ou CIN, CPF e comprovante de endereço da mãe e do suposto pai, além da certidão de nascimento da criança.
Nos casos em que o pai já tenha falecido, familiares paternos podem realizar exame de DNA — sendo recomendada a presença de pelo menos três parentes para coleta do material genético. Havendo resultado positivo, a Defensoria ingressará com ação de reconhecimento de paternidade pós-morte.
Em João Pessoa, também serão oferecidos: emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), atualização do Cadastro Único, vacinação, solicitação da 2ª via do Registro Civil, além de serviços do Hemocentro e do Programa Cidadão da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano, em parceria com a Prefeitura Municipal.
O “Meu Pai Tem Nome” é uma ação nacional organizada pelo Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), com participação das Defensorias estaduais.
· 2025 – 31.076 nascimentos / 1.118 sem pai / 3,60% (dado parcial)
· 2024 – 50.772 / 2.547 / 5,02%
· 2023 – 52.979 / 2.644 / 4,99%
· 2022 – 52.227 / 2.558 / 4,90%
· 2021 – 56.963 / 2.709 / 4,75%
· 2020 – 51.846 / 2.351 / 4,53%
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