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Após corte da Selic para 13,75%, mercado acompanha novos sinais sobre inflação e próximos passos do Banco Central

Ata do Copom e IPCA-15 estão entre os indicadores desta semana que podem ajudar a esclarecer o cenário da política monetária brasileira

21/09/2026 às 10h26
Por: Políticas & Negócios Fonte: Tamiris Leitão
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Após corte da Selic para 13,75%, mercado acompanha novos sinais sobre inflação e próximos passos do Banco Central

Depois de reduzir a Selic de 14% para 13,75% ao ano, o Banco Central entra em uma semana importante para a compreensão dos próximos passos da política monetária brasileira.

Na última quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) aprovou por unanimidade um corte de 0,25 ponto percentual, o quinto consecutivo do atual ciclo de redução dos juros. 

A decisão levou a taxa básica de 15% no início do ciclo de cortes, em março, para os atuais 13,75% ao ano. Apesar da redução, o comunicado divulgado após a reunião manteve uma avaliação cautelosa sobre o cenário econômico e inflacionário. 

Ata do Copom será acompanhada nesta terça-feira

Nesta terça-feira (22), a divulgação da ata da última reunião do Copom deve oferecer mais detalhes sobre os fatores considerados pelo Banco Central na decisão e sobre a avaliação dos integrantes do comitê em relação à atividade econômica e à inflação. 

Nesta segunda-feira, o mercado também acompanha o Boletim Focus, que reúne projeções de instituições financeiras e analistas para inflação, PIB, câmbio e Selic. 

Outro dado relevante chegará na sexta-feira (25), com a divulgação do IPCA-15 de setembro, depois de o indicador ter registrado variação de -0,40% em agosto e 4,24% no acumulado de 12 meses. 

Juros menores não chegam imediatamente ao consumidor

A redução da Selic influencia o custo do dinheiro na economia, mas isso não significa uma queda automática e proporcional das taxas cobradas em empréstimos e financiamentos. Bancos e instituições financeiras também consideram fatores como risco de crédito, inadimplência, custos operacionais e condições de mercado.

Por isso, além da decisão tomada na semana passada, a atenção se volta agora para os sinais sobre a continuidade e o ritmo do ciclo de redução.

Os próximos indicadores de inflação e as avaliações divulgadas pelo Banco Central ajudarão a esclarecer o cenário que o Copom encontrará antes de sua próxima decisão. Para empresas, a trajetória dos juros é especialmente relevante para capital de giro, financiamentos, investimentos e consumo, fazendo com que os dados desta semana tenham impacto que vai além do mercado financeiro. 

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