
Entre os inúmeros atrativos que compõem o Maior São João do Mundo em 2026, uma experiência tem chamado a atenção de turistas, pesquisadores, admiradores da música nordestina e apaixonados pela cultura popular: a exposição imersiva em homenagem a Luiz Gonzaga, instalada no Parque Evaldo Cruz, em Campina Grande.
A mostra apresenta ao público um acervo raro e cuidadosamente selecionado sobre a trajetória do eterno Rei do Baião, permitindo que os visitantes mergulhem na história de um dos artistas mais importantes da música brasileira. Fotografias históricas, figurinos, discos, documentos, manuscritos, entrevistas e objetos pessoais ajudam a reconstruir a caminhada de Luiz Gonzaga desde sua infância no Sertão até a consagração nacional como símbolo da identidade nordestina.
Idealizada pelo pesquisador, escritor, colecionador e curador Paulo Vanderley, a exposição foi concebida para proporcionar uma experiência sensorial, educativa e acessível. O espaço convida o público a conhecer não apenas a carreira artística de Gonzaga, mas também sua contribuição para a valorização da cultura nordestina e para a construção da música popular brasileira.
“Eu costumo dizer que a exposição é o livro em pé e foi a forma mais forte, mais intensa de democratizar esse acervo”, destaca Paulo Vanderley, autor da obra Luiz Gonzaga – 110 Anos do Nascimento, que serviu de base para a concepção da mostra.
O material exposto representa apenas uma pequena parcela do acervo reunido pelo pesquisador ao longo de mais de três décadas de dedicação. Segundo ele, são mais de cinco mil itens catalogados relacionados à vida e à obra do artista. Entre as peças mais valiosas estão discos raros, registros históricos, documentos originais e objetos que pertenceram ao próprio Gonzaga, incluindo um microfone utilizado pelo cantor em apresentações.
A exposição foi organizada de forma cronológica, dividida em espaços temáticos que representam diferentes fases da vida do artista. A proposta permite que o visitante acompanhe sua evolução pessoal e profissional, compreendendo a dimensão de seu legado para a música e para a cultura brasileira. A cenografia também se destaca, com elementos inspirados na estética sertaneja e em símbolos marcantes da trajetória do cantor, como os tradicionais chapéus de couro que se tornaram sua marca registrada.
Natural de Piancó, no Sertão da Paraíba, Paulo Vanderley destaca o significado especial de trazer a exposição para Campina Grande, considerada uma das principais vitrines da cultura nordestina no país.
“É a realização de um sonho. É a primeira vez que a exposição vem para a Paraíba. É o filho da terra voltando para o seu estado tentando entregar um pouco da trajetória do maior artista popular que esse país já teve”, afirmou.
A expectativa da organização é que mais de 500 mil pessoas visitem o espaço ao longo do período junino. Com entrada gratuita, a exposição permanece aberta ao público até o dia 5 de julho, funcionando diariamente das 17h à meia-noite.
Mais do que uma homenagem, a iniciativa se consolida como um importante instrumento de preservação da memória cultural brasileira, reafirmando a relevância de Luiz Gonzaga para as novas gerações e fortalecendo o papel do São João de Campina Grande como um dos maiores palcos de valorização da cultura nordestina.

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