
Os consumidores brasileiros continuarão pagando um valor extra na conta de energia elétrica durante o mês de junho. A decisão foi confirmada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que anunciou a permanência da bandeira tarifária amarela em todo o país.
Com a medida, permanece o acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A cobrança vale para todos os usuários atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por abastecer a maior parte do território brasileiro.
De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira amarela está relacionada ao período de estiagem registrado em diversas regiões do país. Com a diminuição dos níveis dos reservatórios das hidrelétricas, torna-se necessário ampliar o uso das usinas termelétricas, cuja geração de energia possui custo mais elevado.
Entre janeiro e abril deste ano, os consumidores foram beneficiados pela bandeira verde, que não gera cobrança adicional na tarifa. No entanto, em maio, a bandeira amarela voltou a ser acionada diante das mudanças nas condições de geração de energia, cenário que permanece para junho.
Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias tem como objetivo informar aos consumidores os custos reais da produção de energia elétrica no país. A sinalização é feita por meio de cores que indicam se o custo de geração está mais baixo ou mais elevado.
Todos os meses, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) analisa as condições dos reservatórios, a demanda de energia e a necessidade de acionamento de outras fontes de geração para definir qual bandeira será aplicada.
Quando a bandeira verde está em vigor, não há cobrança adicional. Já as bandeiras amarela e vermelha representam aumento nos custos de produção e, consequentemente, um acréscimo na conta de luz.
Confira os valores das bandeiras tarifárias
• Bandeira Verde: sem cobrança adicional na tarifa;
• Bandeira Amarela: acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos;
• Bandeira Vermelha – Patamar 1: acréscimo de R$ 4,46 para cada 100 kWh consumidos;
• Bandeira Vermelha – Patamar 2: acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos.
A orientação dos especialistas é que os consumidores mantenham hábitos de uso consciente da energia elétrica, evitando desperdícios e contribuindo para reduzir o impacto dos custos adicionais no orçamento familiar.
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