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Carnaval 2026 de João Pessoa ganha irreverência e tradição com o desfile do Bloco Cafuçu
Homenagem aos 40 anos do Muriçocas do Miramar, novos palcos e transmissão ao vivo marcam a festa nesta sexta-feira (13), no Centro Histórico
13/02/2026 06h57
Por: Políticas & Negócios Fonte: Claudete Leitão

O Carnaval 2026 de João Pessoa entra em ritmo acelerado nesta sexta-feira (13) com o desfile do Bloco Cafuçu, que ocupa as ruas do Centro Histórico a partir das 20h. Conhecido pela irreverência, criatividade e espírito democrático, o bloco presta este ano uma homenagem especial aos 40 anos do Muriçocas do Miramar, que desfilou na Via Folia na última quarta-feira (11).

A celebração vem acompanhada de uma nova identidade visual e mudanças na estrutura da festa. Os palcos foram rebatizados para reverenciar personagens históricos do Cafuçu, reforçando o elo entre memória e folia.

Na Praça Dom Adauto, o Palco Adalice Costa homenageia uma das fundadoras do bloco. A programação começa às 20h com DJ Claudinha Summer e segue às 22h30 com a banda Quem Roubou Minha Cueca, que recebe como convidado Kennedy Costa, músico e coautor do hino do Cafuçu. A locução ficará por conta de Edilson Alves.

Já na Avenida General Osório, o Palco Corrinha Mendes presta tributo a uma foliã que já foi coroada rainha do bloco. O espaço recebe DJ Maraffo às 20h, Caburé às 22h e, às 23h30, a Orquestra Sanhauá, também com participação de Kennedy Costa.

A Praça Rio Branco, rebatizada neste ano como Praça da Vassoura — referência a um personagem folclórico que circulava a cavalo pelo Centro Histórico —, terá o DJ Lane Front às 20h e o projeto Boleros, Boletos e Litrões, com Dio Ferraz e Liviannyy, às 22h30. A locução será de Anna Apolinário.

Além dos palcos principais, o evento contará com diversas orquestras de arrasto, como Jampa Frevo, Máscara Negra, Mestre Quimba, Paraíso Tropical, PB Frevo, Splok, Tropicaliente, Capital do Frevo, Gambiarra do Frevo, Invasores, Araxá, AZDD, Tambaú e Santaritense. Grupos da cultura popular também reforçam a programação, entre eles Maracatu Quilombo Nagô, Ala Ursa Sem Lenço e Sem Documento e Maracastelo.

Outra novidade é a transmissão ao vivo pelo canal oficial do Bloco Cafuçu no YouTube, ampliando o alcance da festa e permitindo que foliões acompanhem a programação mesmo à distância.

Origem e história

O termo “cafuçu” é utilizado para definir roupas ou comportamentos considerados extravagantes. A expressão era usada de forma carinhosa por Adalice da Costa para se referir aos participantes das festas, e acabou se tornando a identidade do bloco.

O Bloco Cafuçu surgiu em 1989 como uma brincadeira entre amigos que celebravam o estilo exagerado e brega. Naquele período, o professor Henrique Magalhães confeccionou um estandarte para reunir o grupo durante o desfile do Muriçocas do Miramar. A ideia rapidamente ganhou adesão popular e se consolidou no calendário carnavalesco da cidade.

Em 1997, o bloco desfilou pela orla de Cabo Branco. No ano seguinte, fixou-se no Centro Histórico de João Pessoa, onde permanece até hoje, transformando o espaço em palco de irreverência, tradição e cultura popular.

Em 2026, o Cafuçu completa 36 anos de história, mantendo viva a espontaneidade dos foliões e reafirmando seu lugar como um dos símbolos mais autênticos do Carnaval pessoense.