Geral Educação
UFPB sofre novo corte de R$ 14,3 milhões e alerta para risco de paralisação de atividades
Redução atinge manutenção, bolsas e assistência estudantil e compromete o funcionamento da universidade em 2026
30/01/2026 06h54
Por: Políticas & Negócios Fonte: Claudete leitão

A Universidade Federal da Paraíba voltou a ser impactada por um novo corte orçamentário. Na tarde desta quinta-feira (29), a instituição teve uma redução de R$ 14,3 milhões em seu orçamento, o que pode comprometer diretamente a continuidade de serviços essenciais e das atividades acadêmicas.

Segundo a Reitoria da UFPB, o bloqueio atinge recursos fundamentais destinados à manutenção da universidade, ao custeio de bolsas e auxílios estudantis, além de despesas básicas indispensáveis ao funcionamento dos campi. Na prática, a medida significa menos recursos para conservação de prédios, salas de aula e laboratórios, funcionamento de bibliotecas e sistemas, além de ações de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão.

Um ponto que agrava ainda mais o cenário é o fato de a UFPB ter sido a única universidade federal do país a sofrer uma redução efetiva de orçamento, com cancelamento real de recursos já previstos para o exercício de 2026. Diferente de ajustes preventivos ou contábeis, o impacto para a instituição paraibana representa perda concreta de verba.

A situação gera preocupação adicional porque a UFPB atende o maior número absoluto de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica entre as universidades federais. Com menos recursos, a política de assistência estudantil fica diretamente ameaçada, elevando o risco de evasão e comprometendo o desempenho acadêmico de milhares de alunos que dependem do suporte da universidade pública.

O novo corte se soma a reduções orçamentárias acumuladas nos últimos anos, dificultando o planejamento institucional e impondo restrições severas à execução de ações essenciais ao longo de 2026.

Diante do cenário, a Reitoria da UFPB informou que já solicitou esclarecimentos ao Ministério da Educação e reivindicou a recomposição integral dos R$ 14,3 milhões retirados do orçamento, defendendo que a universidade não pode arcar sozinha com os impactos de sucessivos cortes.