Política Internacional
Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai se unem em carta de repúdio à ação dos EUA contra a Venezuela
Países rejeitam “qualquer tentativa de controle” e classificam operação como violação do direito internacional
04/01/2026 17h30
Por: Políticas & Negócios Fonte: Claudete Leitão

Seis países — Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai — divulgaram uma carta conjunta nesta semana em que rechaçam a operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, considerando a ação uma grave afronta aos princípios do direito internacional, à soberania e à integridade territorial da nação vizinha.

A declaração ocorre após uma ação militar dos EUA que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e na sua transferência para território norte-americano, episódio que provocou reações imediatas de líderes globais e críticas sobre a legalidade da intervenção.

No texto, os seis governos afirmam que “qualquer tentativa de controle, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos” é inaceitável e representa um precedente perigoso para a paz e a segurança na região. Eles ressaltam que a operação dos Estados Unidos contraria princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, especialmente a proibição do uso da força e o respeito à soberania dos Estados.

Os países signatários também defendem a necessidade de respeito ao direito internacional, clamando por soluções que preservem o diálogo, a negociação e a autodeterminação do povo venezuelano, sem a interferência de potências externas. A carta conjunta reforça o compromisso com os mecanismos multilaterais e a importância de resolver conflitos por vias diplomáticas.

Essa mobilização diplomática segue um cenário internacional mais amplo de críticas à intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, com diversos governos e organizações internacionais questionando a legalidade e os impactos da operação sobre a estabilidade regional.

A iniciativa dos seis países reafirma a postura de defesa da soberania nacional e do respeito às normas internacionais, buscando fortalecer a cooperação entre as nações e evitar que episódios semelhantes abalem a ordem jurídica global.