O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) jogou a real neste domingo (7): pode até abrir mão da pré-candidatura à Presidência da República, mas não de graça. “Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho um preço para não ir até o fim. Eu vou negociar”, afirmou, sem detalhar qual seria essa moeda de troca.
Pressionado sobre se o “preço” envolveria a pauta da anistia, Flávio respondeu apenas que o tema “estava quente”, deixando no ar que o assunto faz parte do pacote. Ele voltou a cobrar que a proposta seja votada ainda nesta semana.
“Espero que os presidentes da Câmara e do Senado cumpram o que prometeram quando eram candidatos. Que pautem a anistia e deixem o Plenário decidir. Isso é democracia. Democracia não pode ser intimidada por fatores externos ao Legislativo”, declarou.
A declaração foi dada após uma cerimônia religiosa em Brasília — o primeiro ato público de Flávio desde que anunciou sua pré-candidatura. Ao tratar do impacto da sua entrada na disputa, ele negou qualquer rachadura no campo da direita e disse que o movimento foi bem recebido, inclusive pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a quem chamou de “o principal cara do nosso time”.
Segundo o senador, a estratégia agora é ampliar apoios e atrair partidos do centrão. Ele minimizou o silêncio inicial dessas siglas e reiterou que não há divisão interna: “Todos os partidos, independentemente de quem esteja na cabeça, vão estar juntos”.
Flávio também informou que, nesta segunda-feira (8), terá reuniões com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto; com os líderes Antônio de Rueda (União), Ciro Nogueira (PP-PI) e Rogério Marinho (PL-RN). Ele ainda pretende convidar o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, para participar da articulação.
O senador segue no jogo — mas deixou claro que, para sair dele, quer algo em troca.