Cidades João Pessoa
Prefeitura de João Pessoa alerta para riscos da automedicação em casos de arboviroses
Secretaria de Saúde reforça que uso inadequado de medicamentos pode agravar quadros de dengue, zika e chikungunya
21/11/2025 08h53 Atualizada há 3 meses
Por: Políticas & Negócios Fonte: Tamiris Leitão

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), fez um alerta importante à população: automedicação pode gerar riscos graves, especialmente em casos de arboviroses como dengue, zika e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Segundo o médico da Rede Municipal de Saúde, Felipe Montenegro, muitas pessoas confundem sintomas iniciais dessas doenças com gripe ou resfriado e acabam recorrendo a medicamentos de rotina — um gesto aparentemente inofensivo, mas que pode colocar vidas em risco.
“É comum a automedicação para aliviar o mal-estar, mas o uso de certos medicamentos pode piorar muito o quadro se o indivíduo estiver com dengue, zika ou chikungunya”, alertou.

Certos remédios são especialmente perigosos. Medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) — como aspirina — e anti-inflamatórios como diclofenaco, ibuprofeno, nimesulida e corticoides alteram a coagulação sanguínea e podem potencializar hemorragias, especialmente em pacientes com dengue. Além disso, a automedicação pode mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico correto, aumentando o risco de complicações como dengue hemorrágica, que pode ser fatal.

A recomendação é clara: ao surgir qualquer sintoma, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde, principalmente diante de sinais como febre, manchas vermelhas, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, hemorragias, sonolência, pressão baixa ou desmaios.
Felipe Montenegro reforça: “Não há tratamento específico para dengue. O manejo é feito com hidratação intensa e alívio dos sintomas, mas sempre com orientação profissional.”

Onde buscar atendimento:

Dados atualizados:
De janeiro a outubro deste ano, João Pessoa registrou:

Todos os dados são do Boletim Epidemiológico do CIEVS/SMS.

A Secretaria de Saúde reforça: automedicação não é solução — é risco. Procurar atendimento precoce salva vidas.