Geral Trabalho
Paraíba fecha 1º semestre com saldo positivo de 9 mil empregos formais, puxada pelo setor de serviços
Estado registra crescimento de 35,7% em relação ao mesmo período de 2023, apesar da queda na agropecuária e indústria
05/08/2025 06h27
Por: Políticas & Negócios Fonte: Tamiris de castro

A Paraíba encerrou o primeiro semestre de 2025 com saldo positivo de 9.002 empregos formais, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, através do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O número é resultado de 131.925 admissões contra 122.923 desligamentos no período.

Apesar de ser historicamente um semestre de menor desempenho — em especial devido à entressafra no setor sucroalcooleiro — o resultado de 2025 representa um avanço de 35,73% em relação ao saldo do mesmo período de 2024, que havia sido de 6.632 novos empregos.

Quatro meses positivos sustentaram o resultado

Entre os seis primeiros meses do ano, quatro apresentaram saldos positivos:

·       Maio: +7.356

·       Abril: +1.838

·       Fevereiro: +590

·       Junho: +515

Janeiro (-666) e março (-631) registraram mais desligamentos que admissões.

Serviços lideram geração de empregos

O setor de serviços foi o grande motor do emprego formal na Paraíba, com saldo de 13.089 novos postos. Na sequência:

·       Comércio: +1.736

·       Construção civil: +160

Em contrapartida, a agropecuária (-3.386) e a indústria (-2.597) puxaram o saldo para baixo, reflexo direto da entressafra da cana-de-açúcar e da sazonalidade na produção de etanol e açúcar.

Estoque total e avaliação do governo

O estoque total de empregos com carteira assinada no estado chegou a 523.899 postos formais, alta de 1,75% em relação ao mês anterior.

O secretário estadual da Fazenda, Marialvo Laureano, comemorou os números, destacando a resiliência da economia paraibana diante de um cenário nacional de juros altos:

“Mesmo com os desafios macroeconômicos, a Paraíba vem registrando saldos positivos consecutivos nos últimos seis anos e queda nas taxas de desemprego. Isso é reflexo de uma gestão fiscal equilibrada e investimentos robustos em infraestrutura, que movimentam a economia e geram emprego”, pontuou.

Segundo Marialvo, cerca de R$ 12 bilhões em investimentos públicos devem ser aplicados até 2026, boa parte com recursos próprios do Estado.

No Brasil e no Nordeste

O Brasil criou 1,311 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre, uma queda de 6,7% em relação ao mesmo período de 2024.

Já o Nordeste registrou 36.405 novos postos apenas no mês de junho, ficando atrás apenas do Sudeste (76.332).

A Paraíba, apesar das dificuldades sazonais, segue na contramão da crise, com geração crescente de emprego e bons indicadores no mercado formal de trabalho

 

Com informações do Mais PB.