A Polícia Federal amanheceu, nesta sexta-feira (18), na cola do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dele e no escritório político, que funciona dentro da sede do Partido Liberal, em Brasília. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Além das buscas, Bolsonaro foi atingido por um pacote de medidas restritivas: uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, veto ao uso das redes sociais, proibição de conversar com embaixadores ou diplomatas estrangeiros e, claro, nada de contato com os outros réus do processo — que já somam oito ao todo.
Tudo isso está no escopo da PET nº 14129, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal fez a representação com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os crimes investigados são: coação no curso do processo, obstrução de Justiça e atentado à soberania nacional.
Até o momento, a PF não deu detalhes sobre o que foi apreendido nem se Bolsonaro será convocado a depor imediatamente. Nos bastidores, aliados já falam em “perseguição política”, enquanto a oposição cobra rigor da Justiça. A novela continua — e, pelo visto, ainda tem muitos capítulos pela frente.