Em coletiva no Senado nesta quinta-feira (17), o ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a se defender das acusações relacionadas à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Réu no Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro afirmou ser inocente e classificou como “injustiça” uma eventual condenação.
A declaração veio após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter pedido ao STF a condenação dele e de outras sete pessoas acusadas de envolvimento em um plano golpista. Segundo a PGR, o grupo teria atuado para tentar impedir a posse do presidente Lula após sua vitória nas urnas.
“É um absurdo, não tem cabimento. Não tem nada que me vincule a esses dados. Sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Se for condenado, será uma injustiça”, disse Bolsonaro, rodeado por aliados.
O ex-presidente responde por cinco crimes, entre eles tentativa de golpe, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa. Se condenado por todos, a pena pode ultrapassar 40 anos de prisão.
O caso segue em tramitação no STF, e ainda não há data para julgamento. A defesa de Bolsonaro tem reiterado que não há provas concretas que liguem o ex-presidente a ações golpistas. Já a PGR sustenta que há indícios de uma articulação para manter Bolsonaro no poder de forma ilegal.