Brasil Economia
Varejo brasileiro cresce apenas 0,1% em agosto e registra queda nas vendas de móveis e eletrodomésticos
Dados do IBGE apontam recuperação discreta após retração em julho; comércio acumula crescimento de 1,7% nos primeiros oito meses de 2026
16/10/2026 08h49
Por: Políticas & Negócios Fonte: Tamiris Leitão

O comércio varejista brasileiro apresentou crescimento de apenas 0,1% no volume de vendas em agosto de 2026, na comparação com julho. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), e indica uma recuperação limitada após a queda de 0,8% registrada no mês anterior.

Na comparação com agosto de 2025, o varejo avançou 0,4%. Já no acumulado de janeiro a agosto, o setor registra alta de 1,7%, enquanto o crescimento nos últimos 12 meses chegou a 1,6%.

Informática cresce, enquanto móveis e eletrodomésticos recuam

Entre as oito atividades pesquisadas pelo IBGE, seis apresentaram resultados positivos na passagem de julho para agosto.

O maior crescimento ocorreu no segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com avanço de 6,3%. Em seguida, aparecem outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 1,4%, e combustíveis e lubrificantes, com 1,1%.

Na direção contrária, o setor de móveis e eletrodomésticos registrou queda de 4,2%, enquanto hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentaram retração de 0,3%.

O varejo ampliado, que também considera atividades como comércio de veículos e materiais de construção, recuou 0,2% em agosto.

Resultado acende atenção para o último trimestre

A variação próxima de zero reforça um cenário de crescimento moderado do consumo, em um período no qual empresários acompanham fatores como o custo do crédito, o endividamento das famílias e a capacidade de compra dos consumidores.

Para pequenos negócios, os indicadores ajudam a compreender o comportamento do mercado nacional e podem contribuir para o planejamento de estoques, promoções e investimentos para o fim do ano.

Entretanto, os resultados nacionais não significam necessariamente que todas as regiões ou municípios apresentem o mesmo desempenho. A avaliação da realidade paraibana depende da análise dos indicadores estaduais e locais.

Com a aproximação das vendas de fim de ano, o comportamento do comércio nos próximos meses será importante para avaliar se o setor conseguirá ampliar seu ritmo de crescimento em 2026.