A Paraíba registrou um aumento de 16,37% nos casos prováveis de dengue em 2026, segundo boletim epidemiológico divulgado na terça-feira (13) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB).
Entre janeiro e outubro deste ano, foram contabilizados 7.217 casos prováveis, contra 6.202 no mesmo período de 2025. O levantamento também confirmou 14 mortes provocadas pela doença, além de outras seis ocorrências que permanecem sob investigação.
Os óbitos confirmados estão distribuídos por dez municípios paraibanos, atingindo diferentes regiões do estado.
São Bento, no Sertão, concentra o maior número de mortes, com quatro registros, seguido por Campina Grande, com duas ocorrências.
Também foram confirmados óbitos em Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro e Sumé, com uma morte em cada município.
Outras seis mortes continuam sendo investigadas pelas autoridades de saúde: três em João Pessoa e uma em cada um dos municípios de Campina Grande, Mamanguape e Sapé.
Essas ocorrências ainda não podem ser consideradas mortes confirmadas por dengue.
O boletim também apresenta informações sobre outras doenças transmitidas por mosquitos.
Ao todo, a Paraíba registrou 7.436 casos prováveis de arboviroses no período analisado. Desse total, a dengue representa aproximadamente 97%.
Enquanto os registros da dengue aumentaram, os casos prováveis de chikungunya apresentaram redução de 57,79%, passando de 507 em 2025 para 214 em 2026.
O estado também contabilizou cinco casos prováveis de zika.
A dengue é transmitida principalmente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com acúmulo de água parada.
Entre as principais medidas preventivas estão a eliminação de recipientes que possam acumular água, a limpeza de calhas e reservatórios e o armazenamento adequado de caixas-d'água.
Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele. Sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos ou tontura exigem atendimento médico imediato.
O crescimento dos casos na Paraíba reforça a necessidade de intensificar as ações de vigilância epidemiológica, combate ao mosquito e orientação à população.
Com 14 mortes confirmadas e registros distribuídos por diferentes regiões, a dengue permanece como um desafio para a saúde pública paraibana em 2026, exigindo atuação conjunta das autoridades e da população para reduzir a transmissão da doença.