Paraíba Saúde
Dengue avança 16% na Paraíba e provoca 14 mortes em 2026; São Bento concentra maior número de óbitos
Boletim da Secretaria de Estado da Saúde aponta 7.217 casos prováveis da doença; outras seis mortes seguem sob investigação
15/10/2026 11h24
Por: Políticas & Negócios Fonte: Tamiris Leitão

A Paraíba registrou um aumento de 16,37% nos casos prováveis de dengue em 2026, segundo boletim epidemiológico divulgado na terça-feira (13) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB).

Entre janeiro e outubro deste ano, foram contabilizados 7.217 casos prováveis, contra 6.202 no mesmo período de 2025. O levantamento também confirmou 14 mortes provocadas pela doença, além de outras seis ocorrências que permanecem sob investigação.

São Bento e Campina Grande lideram registros de mortes

Os óbitos confirmados estão distribuídos por dez municípios paraibanos, atingindo diferentes regiões do estado.

São Bento, no Sertão, concentra o maior número de mortes, com quatro registros, seguido por Campina Grande, com duas ocorrências.

Também foram confirmados óbitos em Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro e Sumé, com uma morte em cada município.

Outras seis mortes continuam sendo investigadas pelas autoridades de saúde: três em João Pessoa e uma em cada um dos municípios de Campina Grande, Mamanguape e Sapé.

Essas ocorrências ainda não podem ser consideradas mortes confirmadas por dengue.

Dengue representa mais de 97% das arboviroses notificadas

O boletim também apresenta informações sobre outras doenças transmitidas por mosquitos.

Ao todo, a Paraíba registrou 7.436 casos prováveis de arboviroses no período analisado. Desse total, a dengue representa aproximadamente 97%.

Enquanto os registros da dengue aumentaram, os casos prováveis de chikungunya apresentaram redução de 57,79%, passando de 507 em 2025 para 214 em 2026.

O estado também contabilizou cinco casos prováveis de zika.

Prevenção exige atenção da população e dos municípios

A dengue é transmitida principalmente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com acúmulo de água parada.

Entre as principais medidas preventivas estão a eliminação de recipientes que possam acumular água, a limpeza de calhas e reservatórios e o armazenamento adequado de caixas-d'água.

Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e manchas vermelhas na pele. Sinais como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos ou tontura exigem atendimento médico imediato.

O crescimento dos casos na Paraíba reforça a necessidade de intensificar as ações de vigilância epidemiológica, combate ao mosquito e orientação à população.

Com 14 mortes confirmadas e registros distribuídos por diferentes regiões, a dengue permanece como um desafio para a saúde pública paraibana em 2026, exigindo atuação conjunta das autoridades e da população para reduzir a transmissão da doença.