Falta apenas uma semana para o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para o próximo domingo, 4 de outubro, mas parte do eleitorado brasileiro ainda não definiu todos os nomes que pretende registrar na urna.
Neste ano, cada eleitor fará seis escolhas: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois candidatos diferentes ao Senado, governador e presidente da República. Com tantos nomes e números para memorizar, a tradicional “colinha” de papel volta a ser uma ferramenta útil no dia da votação.
A indefinição, porém, não ocorre da mesma forma para todos os cargos.
Levantamentos realizados durante a campanha indicam que parte maior do eleitorado deixa para decidir mais tarde os votos destinados ao Legislativo.
Pesquisa Quaest divulgada em agosto apontou que 20% dos entrevistados afirmavam deixar a escolha para presidente para a última semana, enquanto, para senador, o percentual chegava a 34%.
Pesquisas estaduais mais recentes também mostram níveis elevados de indefinição espontânea para o Senado. Em Goiás, por exemplo, levantamento Quaest divulgado na quinta-feira (24) registrou que 77% não souberam citar espontaneamente um candidato ao Senado; quando os nomes foram apresentados, a proporção de indecisos caiu para 22%. O dado é específico do eleitorado goiano e não deve ser generalizado para todo o país, mas ilustra a diferença entre lembrar espontaneamente de um candidato e escolher diante de uma lista.
A quantidade de candidaturas ajuda a explicar parte da complexidade. Neste ano, todas as 513 cadeiras da Câmara dos Deputados estão em disputa e cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores, além das disputas pelas Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do DF.
Na urna, o eleitor votará primeiro para deputado federal, depois para deputado estadual ou distrital, seguido das duas escolhas para senador, governador e, por último, presidente.
Como são seis votos e vários números, é permitido levar uma anotação em papel com os candidatos escolhidos. Já o uso do telefone celular na cabine de votação não é permitido.
Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, a última semana de campanha se torna também o período em que parte do eleitorado completa suas escolhas, especialmente para os cargos legislativos.