A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (2), trouxe uma mudança relevante para o cenário da eleição presidencial. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 37% das intenções de voto no principal cenário, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 29%. Augusto Cury (Avante) alcançou 10% e consolidou a terceira posição.
O movimento de Cury chama atenção principalmente pela comparação com a rodada anterior da Quaest, divulgada em agosto. Ele passou de 2% para 10%, crescimento de oito pontos percentuais. No mesmo período, Lula oscilou de 38% para 37% e Flávio passou de 31% para 29%.
O resultado se soma a outros levantamentos recentes que também passaram a mostrar Cury com percentuais mais expressivos, acrescentando um terceiro elemento a uma disputa nacional até então fortemente concentrada nos dois líderes.
Segundo turno tem empate técnico
Quando a Quaest simula um confronto direto, a vantagem observada no primeiro turno praticamente desaparece.
Lula registra 42% e Flávio Bolsonaro, 41%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Na pesquisa espontânea, Lula aparece com 28% e Flávio com 20%. Outros 42% não indicaram espontaneamente um candidato, demonstrando que uma parcela significativa do eleitorado ainda não consolidou uma escolha sem receber previamente uma lista de nomes.
Cury reage às dúvidas sobre crescimento
O desempenho de Augusto Cury também abriu uma discussão sobre a velocidade de seu crescimento eleitoral e digital.
Questionado sobre críticas que relacionam sua expansão nas redes a possíveis estratégias artificiais, o candidato rejeitou essa interpretação e atribuiu o movimento ao apoio espontâneo e ao discurso de pacificação política que vem adotando. A afirmação representa a versão apresentada pelo próprio candidato e não comprova, isoladamente, a origem do crescimento observado nas plataformas digitais.
A Quaest ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-07065/2026.