Brasil Eleições 2026
Datafolha: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro 43% em eventual segundo turno
Levantamento mostra disputa presidencial apertada no início da campanha oficial; diferença entre os dois candidatos caiu um ponto em relação à rodada anterior
23/08/2026 18h37
Por: Políticas & Negócios Fonte: Tamiris Leitão

A mais recente pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno.

Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (21), Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 43%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, colocando os candidatos no limite do empate técnico. 

Em relação à rodada anterior, realizada em julho, Lula oscilou de 48% para 47%, enquanto Flávio permaneceu com 43%. A movimentação está dentro da margem de erro e, portanto, não permite afirmar estatisticamente que houve uma mudança efetiva no cenário. 

No primeiro turno, Lula também lidera. No principal cenário divulgado, o petista registra 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, Renan Santos (Missão) com 4% e Romeu Zema (Novo) com 3%. 

Pesquisa revela divisões importantes no eleitorado

Além dos números gerais, os recortes ajudam a mostrar como a disputa presidencial está organizada. Lula apresenta vantagem entre mulheres, eleitores negros, católicos e pessoas com renda de até dois salários mínimos. Flávio Bolsonaro, por outro lado, lidera entre homens, evangélicos e eleitores das faixas de renda mais altas. Regionalmente, Lula mantém forte vantagem no Nordeste, enquanto Flávio lidera no Sul. 

O Datafolha ouviu 2.058 eleitores e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04496/2026. 

A pesquisa ganha ainda mais relevância por ser a primeira rodada do instituto após o início oficial da campanha eleitoral, em 16 de agosto. A partir de agora, propaganda, debates, agendas pelos estados e alianças regionais passam a ter maior capacidade de interferir na escolha do eleitor. 

Na Paraíba, o desempenho dos presidenciáveis também deverá repercutir nas campanhas estaduais. Com o avanço da disputa, uma das questões será observar como os candidatos ao Governo utilizarão seus palanques nacionais e quanto Lula, Flávio Bolsonaro e os demais candidatos participarão da comunicação eleitoral paraibana.