Paraíba Saúde
Paraíba registra mais de 2,3 mil casos prováveis de dengue em 2026 e confirma uma morte pela doença
Boletim da SES aponta predominância da dengue entre as arboviroses notificadas no estado
13/05/2026 10h29
Por: Políticas & Negócios Fonte: Tamiris Leitão

A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba divulgou, nesta terça-feira (12), um novo boletim epidemiológico apontando que a Paraíba já registrou 2.398 casos prováveis de dengue em 2026. O levantamento também confirmou uma morte causada pela doença no estado.

Segundo os dados apresentados pela SES, o estado contabilizou, ao todo, 2.489 casos prováveis de arboviroses neste ano. Além dos casos de dengue, foram registrados 88 casos de chikungunya e três casos de zika.

As maiores incidências estão concentradas na 1ª, 7ª e 11ª Regiões de Saúde, abrangendo municípios como João Pessoa, Mamanguape, Itaporanga, Princesa Isabel, Tavares e Juru.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o óbito confirmado foi de um homem adulto jovem, com comorbidades, que apresentou sinais de alerta e evoluiu para agravamento do quadro clínico. Outros oito óbitos seguem em investigação no estado.

A responsável técnica pelas arboviroses da SES, Carla Jaciara Jaruzo, alertou para a necessidade de atenção aos sintomas da doença, destacando que a dengue continua representando a maior parte das notificações registradas na Paraíba.

“Hoje, mais de 96% dos casos prováveis de arboviroses na Paraíba são de dengue. Por isso, é importante que a população fique atenta a sintomas como febre, dor abdominal, náuseas e vômitos persistentes, buscando atendimento de forma oportuna para evitar o agravamento dos casos”, explicou.

Para conter o avanço das arboviroses, o Governo da Paraíba vem intensificando ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, incluindo aplicação de fumacê em áreas prioritárias, capacitação para uso de larvicidas, implantação de ovitrampas e fortalecimento da vigilância entomológica em parceria com os municípios.

A SES reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de água parada em residências, terrenos e espaços públicos, evitando a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.