Política Famup
Conselho de Cultura pede à Famup valorização do forró pé de serra nos festejos juninos
Recomendação oficial reforça preservação da tradição e fortalece candidatura do forró a patrimônio da humanidade
02/05/2026 08h21
Por: Políticas & Negócios Fonte: Claudéte Leitão

O Conselho Estadual de Política Cultural da Paraíba encaminhou à Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup-PB) uma recomendação direta: colocar o forró pé de serra no centro das programações de São João nos municípios. O pedido mira a valorização dos trios tradicionais como elemento essencial da cultura nordestina.

A proposta foi construída durante a terceira reunião ordinária do colegiado, realizada no município de Aparecida, reunindo representantes do poder público e da sociedade civil das 12 regionais de cultura do estado.

Na prática, o Conselho quer garantir mais espaço para artistas locais, fortalecer a presença do forró raiz nas festas e evitar que a tradição perca protagonismo diante de atrações comerciais. A recomendação também busca impulsionar o reconhecimento do forró em nível internacional, destacando sua importância histórica e cultural.

Segundo o secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, a iniciativa tem um peso estratégico. “É fundamental que os municípios priorizem o forró tradicional, assegurem espaço nas grades e incentivem a contratação de artistas da região. Isso não é só cultura, é identidade”, destacou.

O movimento também se conecta ao processo de candidatura do forró como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade junto à UNESCO, reforçando a necessidade de preservação e valorização dessa expressão cultural.

Além da pauta junina, o encontro também discutiu ajustes nos próximos editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com foco em ampliar o acesso e garantir distribuição mais igualitária dos recursos culturais em todo o estado.

Outro ponto debatido foi a criação de um Observatório de Políticas Culturais voltado para povos originários e comunidades tradicionais da Paraíba, que deve ser desenvolvido em parceria com instituições federais de ensino, ampliando a pesquisa e o monitoramento das políticas públicas no setor.

No recado final, ficou claro: sem forró raiz, não existe São João de verdade — e o estado quer garantir que essa conta continue fechando.